sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

luzes do céu

no céu elas brilham, paradas
numa luz fraca, mas constante
paradas nos olhando, nos vendo por dentro
enquanto giramos, sozinhos, distantes

O tempo passa, a vida passa...
elas ficam, sempre nos vendo de cima
vendo nosso mundo, nossas vidas
vendo as peças que o destino nos prega

Destino ingrato esse
que com nossas vidas brinca
com uns brinca de fazer sorrir
com outros de fazer chorar

e elas vendo o que é feito conosco
faz o impaciente esperar,
deixa o amante sozinho,
o sonhador sem dormir...

E vejam só esta minha presunção
acreditar que possam olhar para mim
dentre tantas vidas e destinos
olhar para o sonhador que sozinho espera

esse destino sombrio e incerto
onde amo sozinho e perdido
onde espero no fim da esperança
este sonho que de mim foi roubado

Vocês que de cima me olham
que dizem saber o futuro
porque não me mostram o caminho?
porque só me deixam no escuro?

Para uns brilham de longe
a outros sorriem pertinho
para mim um escarnio feio
Ah estrelas, como as odeio...

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