sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Ao vencedor as batatas (aos perdedores a morte)

a festa acabou
a bola furou
a flor murchou
do sonho acordou

o doce ficou azedo
a luz se queimou
na boca o amargo ficou
sozinho no escuro só resta o medo

esse tempo que acaba
a separação de uma vida
um belo amor que desaba
a vida de sonhos perdida

choro sozinho no escuro
não vejo no fim a bonança
a tempestade abate o futuro
perdido como uma criança

a dor da injustiça me abate
pois o que mais queria perdi
imploro pra cima "me mate"
e penso "porque não morri?"

(em algo devo ter vencido, ou perdi até em ter o fim do meu sofrimento...)

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